O Lama do Riso
Todos esperavam ansiosos a chegada do Lama.
Havia na sala, reporteis, jornalistas, curiosos e outras pessoas que ocuparam rapidamente o auditório.
Era a primeira palestra publica daquele Lama Tibetano que jamais havia saído de sua terra e visitado outros países.
Seria esse homem um novo Dalai Lama?
Que novos ensinamentos passaria?
Escreveria ele algum livro que narrasse o árduo caminho de ser Budista na China Comunista?Enfim, a espera chegou ao fim, e o Lama foi entrando no lugar e seguiu em direção ao palco. Careca e vestido em seus trajes laranja, ele era a figura típica do monge budista que todos tinham visto na tv e revistas por aí. Aproximando-se do microfone, ele olhou para o público em silêncio.
A expectativa era enorme, mas o Lama não disse uma palavra, sequer uma saudação foi ouvida, ele apenas ficou ali parado, olhando a multidão que permanecia em silêncio, esperando as palavras do homem santo.
Então o silêncio foi quebrado com um grande gargalhada.
Era o Lama e ele ria tanto que dos seus olhos saiam lágrimas.
O auditório permaneceu em silêncio, enquanto a risada do Lama ecoava por todo o lugar.
Em princípio as pessoas pareciam chocadas com o homem, mas estranhamente não demorou muito para algumas pessoas começaram a rir também e outros mais envergonhados olhavam uns aos outros com um pequeno sorriso, até que começaram a rir também.
A seriedade da busca de respostas deu lugar a gargalhada e logo, todos estavam rindo, mergulhados naquele êxtase coletivo.
Era aquele risada sem motivo que todos nós , uma vez ou outra, deixamos escapar que parece nos libertar de mil emoções presas em nossos peitos.
E era assim que todos se sentiram enquanto riam; eles estavam se libertando de todos aqueles sentimentos que os deixavam distantes de quem eles eram de verdade.
Ao mesmo tempo que o riso ia diminuindo de intensidade, um grande alívio ia tomando conta de todos e o peso do mundo ia saindo de seus ombros.
Todos os problemas e preocupações pareciam ser tão pequenos e fáceis de resolver perto da alegria de estar vivo. E tudo graças ao poder de uma boa risada.
Então, O Lama falou:-
Seriedade pra que? Não esperem por ensinamentos de como resolver seus problemas, eu nem sei como resolver os meus.
Mas se há algo que eu posso ensinar e compartilhar com vocês e uma boa risada. Riam mais e deixem o mau humor para aqueles que não querem ser felizes.
Se vocês querem encontrar Deus ou atingir a iluminação espiritual, comecem a ler e contar mais piadas, deixem os livros para os teóricos de plantão.
Riam bastante.
Riam sem culpa.
Riam sem vergonha, pois a própria vida e uma grande brincadeira divina, pra gente dar risada.
Havia na sala, reporteis, jornalistas, curiosos e outras pessoas que ocuparam rapidamente o auditório.
Era a primeira palestra publica daquele Lama Tibetano que jamais havia saído de sua terra e visitado outros países.
Seria esse homem um novo Dalai Lama?
Que novos ensinamentos passaria?
Escreveria ele algum livro que narrasse o árduo caminho de ser Budista na China Comunista?Enfim, a espera chegou ao fim, e o Lama foi entrando no lugar e seguiu em direção ao palco. Careca e vestido em seus trajes laranja, ele era a figura típica do monge budista que todos tinham visto na tv e revistas por aí. Aproximando-se do microfone, ele olhou para o público em silêncio.
A expectativa era enorme, mas o Lama não disse uma palavra, sequer uma saudação foi ouvida, ele apenas ficou ali parado, olhando a multidão que permanecia em silêncio, esperando as palavras do homem santo.
Então o silêncio foi quebrado com um grande gargalhada.
Era o Lama e ele ria tanto que dos seus olhos saiam lágrimas.
O auditório permaneceu em silêncio, enquanto a risada do Lama ecoava por todo o lugar.
Em princípio as pessoas pareciam chocadas com o homem, mas estranhamente não demorou muito para algumas pessoas começaram a rir também e outros mais envergonhados olhavam uns aos outros com um pequeno sorriso, até que começaram a rir também.
A seriedade da busca de respostas deu lugar a gargalhada e logo, todos estavam rindo, mergulhados naquele êxtase coletivo.
Era aquele risada sem motivo que todos nós , uma vez ou outra, deixamos escapar que parece nos libertar de mil emoções presas em nossos peitos.
E era assim que todos se sentiram enquanto riam; eles estavam se libertando de todos aqueles sentimentos que os deixavam distantes de quem eles eram de verdade.
Ao mesmo tempo que o riso ia diminuindo de intensidade, um grande alívio ia tomando conta de todos e o peso do mundo ia saindo de seus ombros.
Todos os problemas e preocupações pareciam ser tão pequenos e fáceis de resolver perto da alegria de estar vivo. E tudo graças ao poder de uma boa risada.
Então, O Lama falou:-
Seriedade pra que? Não esperem por ensinamentos de como resolver seus problemas, eu nem sei como resolver os meus.
Mas se há algo que eu posso ensinar e compartilhar com vocês e uma boa risada. Riam mais e deixem o mau humor para aqueles que não querem ser felizes.
Se vocês querem encontrar Deus ou atingir a iluminação espiritual, comecem a ler e contar mais piadas, deixem os livros para os teóricos de plantão.
Riam bastante.
Riam sem culpa.
Riam sem vergonha, pois a própria vida e uma grande brincadeira divina, pra gente dar risada.
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