Afinal de contas, o que é Reiki?
Reiki é uma prática de saúde centenária, que nos foi trazida aos tempos atuais pelo teólogo japonês Mikao Usui, fruto de suas pesquisas sobre a vida de Jesus. Redescoberta em manuscritos grafados em sânscrito, não se tem precisa nem sua origem nem sua idade, mas crê-se que date de aproximadamente 2.500 oriunda do Tibete.
Está baseada na existência da Energia Vital - Ki, em japonês; C´hi, em chinês; Prana, na Índia - e na observação de que todos os seres biologicamente vivos, ou seja, animais racionais e irracionais, e vegetais, são compostos e sustentados por essa energia.
Segundo Albert Einstein toda matéria é oriunda da energia, e com os seres que têm existência biológica não é diferente. Nesse caso trata-se, entretanto, da Energia Vital.
Reiki, como prática de saúde, é uma investida natural e segura no sentido de se manter ou reconquistar a saúde. Observe-se, entretanto, que saúde é mais do que a ausência de sintomas. Saúde, segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, é um estado de harmonia, de equilíbrio, nos níveis mental, físico e social. Uma vez que qualquer um, e todos, esses níveis são oriundos de um campo de energia, Reiki é uma prática que funciona como uma “recarrega de baterias” de energia vital. Como resultados teremos níveis mais elevados de imunidade, relaxamento, particular sensação de confiança e segurança, maior flexibilidade e lucidez na lida com as questões diárias, maior capacidade de rever sua própria história ampliando as possibilidades de desfazerem-se os nós dos traumas.
Uma sessão de Reiki dura aproximadamente uma hora, onde o reikiano - como é chamado alguém que passou por um curso de Reiki - tocará com suas mãos pontos específicos do corpo vestido do receptor. Não é massagem nem há manipulações. Apenas as mãos pousadas em posições-chave para um melhor proveito dessa recarga vital.
A visão e o desejo de uma vida mais plena, saudável, abundante passa a existir. Dessa forma, normalmente, um reikiano é alguém que está investido em buscar sua saúde (latu-senso) em todos os aspectos e momentos de sua vida. É natural que alguém que pratica Reiki com regularidade invista também numa alimentação saudável, em práticas inteligentes para manutenção do bem-estar físico, e que procure manter seus pensamentos e relacionamentos em alto nível de qualidade. Não, Reiki não é uma filosofia, mas sim uma opção por Saúde Inteligente.
Existem hoje várias “correntes” de Reiki. Práticas que, derivadas do Sistema Usui de Cura Natural, ao qual nosso projeto está vinculado, foram sendo modificadas ao longo do tempo. Hoje há um sem número de vertentes e variantes, algumas muitíssimo distantes do Sistema original e, muitas vezes, também distantes de sua essência.
É comum a pergunta sobre a frequência que se deve fazer uma sessão de Reiki. As demandas diárias de um funcionamento organísmico normal são bastante acentuadas. Para atendê-las a natureza pressupôs uma alimentação correta rica em vegetais crus, uma respiração adequada e capaz de abastecer o indivíduo de oxigênio e também do Ki disponível na atmosfera, e pressupôs ainda que a relação entre esse suprimento e o consumo de energia estariam em equilíbrio.
O que se verifica é que a alimentação é pior a cada dia, seja pelo empobrecimento dos solos, seja pela forma com que os produtos são cultivados, colhidos, transportados e armazenados, seja pela combinação inadequada desses alimentos, seja pela quantidade de “matéria inerte” que se consome através de carnes e dos fast foods. Os estresses e traumas imprimem sobre a respiração padrões de contenção levando à diminuição da frequência e da profundidade do ciclo respiratório, colaborando negativamente com a sustentação bioquímica e energética. Dessa forma, os recursos naturais previstos deixaram de ser suficientes passando a ser desejáveis práticas naturais repositoras. Reiki entra nesse complexo sistema diário de sustentação da saúde e da vida. Assim, espera-se que seja praticada, ao mínimo, uma sessão completa diária, com aproximadamente uma hora de duração.
Fala-se do Reiki como uma terapia curativa. É muito delicado falar-se em Cura. Se uma prática se auto intitula “curativa”, há a expectativa de que cure. É complexo entender-se do que trata a cura. No geral, observa-se cura como a supressão de sintomas. Entretanto, uma aspirina pode eliminar uma dor de cabeça, mas não por isso sana sua origem, que pode ser, por exemplo, um distúrbio gástrico, ou um problema de coluna.
Acho mais adequado referir Reiki como uma prática de harmonização energética. Com a continuidade das aplicações vai-se testemunhar em qual direção essa harmonização progrediu a saúde do indivíduo. Mas, sim!, em muitas situações o mal é superado. Mas, acima de tudo, há uma ampliação da consciência do sujeito sobre si mesmo, e sobre os processos - saudáveis e não saudáveis, que vem levando a cabo em sua vida. Dessa forma, o que é de fato curativo, são as novas possibilidades e conquistas de autonomia para novas escolhas, mais saudáveis.
Reiki é uma prática repositora de Energia Vital. Dessa forma é a própria inteligência inata da pessoa que conquista novas hipóteses de recuperação da saúde; mas também de manutenção da saúde. Ou seja, apesar da maioria das pessoas estar doente, em algum nível, é ideal que Reiki seja utilizado como instrumento de prevenção.
por João Carlos Melo
Está baseada na existência da Energia Vital - Ki, em japonês; C´hi, em chinês; Prana, na Índia - e na observação de que todos os seres biologicamente vivos, ou seja, animais racionais e irracionais, e vegetais, são compostos e sustentados por essa energia.
Segundo Albert Einstein toda matéria é oriunda da energia, e com os seres que têm existência biológica não é diferente. Nesse caso trata-se, entretanto, da Energia Vital.
Reiki, como prática de saúde, é uma investida natural e segura no sentido de se manter ou reconquistar a saúde. Observe-se, entretanto, que saúde é mais do que a ausência de sintomas. Saúde, segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, é um estado de harmonia, de equilíbrio, nos níveis mental, físico e social. Uma vez que qualquer um, e todos, esses níveis são oriundos de um campo de energia, Reiki é uma prática que funciona como uma “recarrega de baterias” de energia vital. Como resultados teremos níveis mais elevados de imunidade, relaxamento, particular sensação de confiança e segurança, maior flexibilidade e lucidez na lida com as questões diárias, maior capacidade de rever sua própria história ampliando as possibilidades de desfazerem-se os nós dos traumas.
Uma sessão de Reiki dura aproximadamente uma hora, onde o reikiano - como é chamado alguém que passou por um curso de Reiki - tocará com suas mãos pontos específicos do corpo vestido do receptor. Não é massagem nem há manipulações. Apenas as mãos pousadas em posições-chave para um melhor proveito dessa recarga vital.
A visão e o desejo de uma vida mais plena, saudável, abundante passa a existir. Dessa forma, normalmente, um reikiano é alguém que está investido em buscar sua saúde (latu-senso) em todos os aspectos e momentos de sua vida. É natural que alguém que pratica Reiki com regularidade invista também numa alimentação saudável, em práticas inteligentes para manutenção do bem-estar físico, e que procure manter seus pensamentos e relacionamentos em alto nível de qualidade. Não, Reiki não é uma filosofia, mas sim uma opção por Saúde Inteligente.
Existem hoje várias “correntes” de Reiki. Práticas que, derivadas do Sistema Usui de Cura Natural, ao qual nosso projeto está vinculado, foram sendo modificadas ao longo do tempo. Hoje há um sem número de vertentes e variantes, algumas muitíssimo distantes do Sistema original e, muitas vezes, também distantes de sua essência.
É comum a pergunta sobre a frequência que se deve fazer uma sessão de Reiki. As demandas diárias de um funcionamento organísmico normal são bastante acentuadas. Para atendê-las a natureza pressupôs uma alimentação correta rica em vegetais crus, uma respiração adequada e capaz de abastecer o indivíduo de oxigênio e também do Ki disponível na atmosfera, e pressupôs ainda que a relação entre esse suprimento e o consumo de energia estariam em equilíbrio.
O que se verifica é que a alimentação é pior a cada dia, seja pelo empobrecimento dos solos, seja pela forma com que os produtos são cultivados, colhidos, transportados e armazenados, seja pela combinação inadequada desses alimentos, seja pela quantidade de “matéria inerte” que se consome através de carnes e dos fast foods. Os estresses e traumas imprimem sobre a respiração padrões de contenção levando à diminuição da frequência e da profundidade do ciclo respiratório, colaborando negativamente com a sustentação bioquímica e energética. Dessa forma, os recursos naturais previstos deixaram de ser suficientes passando a ser desejáveis práticas naturais repositoras. Reiki entra nesse complexo sistema diário de sustentação da saúde e da vida. Assim, espera-se que seja praticada, ao mínimo, uma sessão completa diária, com aproximadamente uma hora de duração.
Fala-se do Reiki como uma terapia curativa. É muito delicado falar-se em Cura. Se uma prática se auto intitula “curativa”, há a expectativa de que cure. É complexo entender-se do que trata a cura. No geral, observa-se cura como a supressão de sintomas. Entretanto, uma aspirina pode eliminar uma dor de cabeça, mas não por isso sana sua origem, que pode ser, por exemplo, um distúrbio gástrico, ou um problema de coluna.
Acho mais adequado referir Reiki como uma prática de harmonização energética. Com a continuidade das aplicações vai-se testemunhar em qual direção essa harmonização progrediu a saúde do indivíduo. Mas, sim!, em muitas situações o mal é superado. Mas, acima de tudo, há uma ampliação da consciência do sujeito sobre si mesmo, e sobre os processos - saudáveis e não saudáveis, que vem levando a cabo em sua vida. Dessa forma, o que é de fato curativo, são as novas possibilidades e conquistas de autonomia para novas escolhas, mais saudáveis.
Reiki é uma prática repositora de Energia Vital. Dessa forma é a própria inteligência inata da pessoa que conquista novas hipóteses de recuperação da saúde; mas também de manutenção da saúde. Ou seja, apesar da maioria das pessoas estar doente, em algum nível, é ideal que Reiki seja utilizado como instrumento de prevenção.
por João Carlos Melo
Manual para Subir Montanhas
Paulo Coelho
A] Escolha a montanha que deseja subir: não se deixe levar pelos comentários de outros, dizendo “aquela é mais bonita”, ou “esta é mais fácil”. Você irá gastar muita energia e muito entusiasmo para atingir seu objetivo, portanto é o único responsável, e deve ter certeza do que está fazendo.
B] Saiba como chegar diante dela: muitas vezes, a montanha é vista de longe – bela, interessante, cheia de desafios. Mas quando tentamos nos aproximar, o que acontece? As estradas a circundam, existem florestas entre você e e seu objetivo, o que aparece claro no mapa é difícil na vida real. Portanto, tente todas os caminhos, as trilhas, até que um dia você está em frente ao topo que pretende atingir.
C] Aprenda com quem já caminhou por ali: por mais que você se julgue único, sempre alguém teve o mesmo sonho antes, e terminou deixando marcas que podem facilitar a caminhada; lugares onde colocar a corda, picadas, galhos quebrados para facilitar a marcha. A caminhada é sua, a responsabilidade também, mas não se esqueça que a experiência alheia ajuda muito.
D] Os perigos, visto de perto, são controláveis: quando você começa a subir a montanha dos seus sonhos, preste atenção ao redor. Há despenhadeiros, claro. Há fendas quase imperceptíveis. Há pedras tão polidas pelas tempestades, que se tornam escorregadias como gelo. Mas se você souber onde está colocando cada pé, irá notar as armadilhas, e saberá contorná-las.
E] A paisagem muda, portanto aproveite: claro que é preciso ter um objetivo em mente – chegar ao alto. Mas à medida que se vai subindo, mais coisas podem ser vistas, e não custa nada parar de vez em quanto e desfrutar um pouco o panorama ao redor. A cada metro conquistado, você pode ver um pouco mais longe, e aproveite isso para descobrir coisas que ainda não tinha percebido.
F] Respeite seu corpo: só consegue subir uma montanha quem dá ao corpo a atenção que merece. Você tem todo o tempo que a vida lhe dá, portanto caminhe sem exigir o que não pode ser dado. Se andar depressa demais, irá ficar cansado e desistir no meio. Se andar muito devagar, a noite pode descer e você estará perdido. Aproveite a paisagem, desfrute a água fresca dos mananciais e das frutas que a natureza generosamente lhe dá, mas continue andando.
G] Respeite sua alma: não fique repetindo o tempo todo “eu vou conseguir”. Sua alma já sabe isso, o que ela precisa é usar a longa caminhada para poder crescer, estender-se pelo horizonte, atingir o céu. Uma obsessão não ajuda em nada a busca do seu objetivo, e termina por tirar o prazer da escalada. Mas atenção: tampouco fique repetindo “é mais difícil do que eu pensava”, porque isso o fará perder a força interior.
H] Prepare-se para caminhar um quilômetro a mais: o percurso até o topo da montanha é sempre maior do que o que você está pensando. Não se engane, há de chegar o momento em que o que parecia perto ainda está muito longe. Mas como você se dispôs a ir além, isso não chega a ser um problema.
I] Alegre-se quando chegar ao cume: chore, bata palmas, grite aos quatro cantos que conseguiu, deixe que o vento lá em cima (porque lá em cima está sempre ventando) purifique sua mente, refresque seus pés suados e cansados, abra seus olhos, limpe a poeira do seu coração. Que bom, o que antes era apenas um sonho, uma visão distante, agora é parte da sua vida, você conseguiu.
J] Faça uma promessa: aproveite que você descobriu uma força que nem sequer conhecia, e diga para si mesmo que a partir de agora irá usá-la pelo resto de seus dias. De preferência, prometa também descobrir outra montanha, e partir para uma nova aventura.
L] Conte sua história: sim, conte sua história. Dê seu exemplo. Diga a todos que é possível, e outras pessoas então sentirão coragem para enfrentar suas próprias montanhas.
A] Escolha a montanha que deseja subir: não se deixe levar pelos comentários de outros, dizendo “aquela é mais bonita”, ou “esta é mais fácil”. Você irá gastar muita energia e muito entusiasmo para atingir seu objetivo, portanto é o único responsável, e deve ter certeza do que está fazendo.
B] Saiba como chegar diante dela: muitas vezes, a montanha é vista de longe – bela, interessante, cheia de desafios. Mas quando tentamos nos aproximar, o que acontece? As estradas a circundam, existem florestas entre você e e seu objetivo, o que aparece claro no mapa é difícil na vida real. Portanto, tente todas os caminhos, as trilhas, até que um dia você está em frente ao topo que pretende atingir.
C] Aprenda com quem já caminhou por ali: por mais que você se julgue único, sempre alguém teve o mesmo sonho antes, e terminou deixando marcas que podem facilitar a caminhada; lugares onde colocar a corda, picadas, galhos quebrados para facilitar a marcha. A caminhada é sua, a responsabilidade também, mas não se esqueça que a experiência alheia ajuda muito.
D] Os perigos, visto de perto, são controláveis: quando você começa a subir a montanha dos seus sonhos, preste atenção ao redor. Há despenhadeiros, claro. Há fendas quase imperceptíveis. Há pedras tão polidas pelas tempestades, que se tornam escorregadias como gelo. Mas se você souber onde está colocando cada pé, irá notar as armadilhas, e saberá contorná-las.
E] A paisagem muda, portanto aproveite: claro que é preciso ter um objetivo em mente – chegar ao alto. Mas à medida que se vai subindo, mais coisas podem ser vistas, e não custa nada parar de vez em quanto e desfrutar um pouco o panorama ao redor. A cada metro conquistado, você pode ver um pouco mais longe, e aproveite isso para descobrir coisas que ainda não tinha percebido.
F] Respeite seu corpo: só consegue subir uma montanha quem dá ao corpo a atenção que merece. Você tem todo o tempo que a vida lhe dá, portanto caminhe sem exigir o que não pode ser dado. Se andar depressa demais, irá ficar cansado e desistir no meio. Se andar muito devagar, a noite pode descer e você estará perdido. Aproveite a paisagem, desfrute a água fresca dos mananciais e das frutas que a natureza generosamente lhe dá, mas continue andando.
G] Respeite sua alma: não fique repetindo o tempo todo “eu vou conseguir”. Sua alma já sabe isso, o que ela precisa é usar a longa caminhada para poder crescer, estender-se pelo horizonte, atingir o céu. Uma obsessão não ajuda em nada a busca do seu objetivo, e termina por tirar o prazer da escalada. Mas atenção: tampouco fique repetindo “é mais difícil do que eu pensava”, porque isso o fará perder a força interior.
H] Prepare-se para caminhar um quilômetro a mais: o percurso até o topo da montanha é sempre maior do que o que você está pensando. Não se engane, há de chegar o momento em que o que parecia perto ainda está muito longe. Mas como você se dispôs a ir além, isso não chega a ser um problema.
I] Alegre-se quando chegar ao cume: chore, bata palmas, grite aos quatro cantos que conseguiu, deixe que o vento lá em cima (porque lá em cima está sempre ventando) purifique sua mente, refresque seus pés suados e cansados, abra seus olhos, limpe a poeira do seu coração. Que bom, o que antes era apenas um sonho, uma visão distante, agora é parte da sua vida, você conseguiu.
J] Faça uma promessa: aproveite que você descobriu uma força que nem sequer conhecia, e diga para si mesmo que a partir de agora irá usá-la pelo resto de seus dias. De preferência, prometa também descobrir outra montanha, e partir para uma nova aventura.
L] Conte sua história: sim, conte sua história. Dê seu exemplo. Diga a todos que é possível, e outras pessoas então sentirão coragem para enfrentar suas próprias montanhas.
A LENDA DO POVO QUE VIROU BARRO...
- Por Frank -
Era uma vez, um menino que nasceu meio-cometa - meio rebelde, e quis correr
o mundo, para descobrir o que havia de verdade, além da lenda, além do mito,
e além do que estava escrito. E deixou o seu povo para trás...
Mas, prometeu voltar - e voltou.
E, quando voltou, descobriu que as pessoas do seu povo falavam mais devagar
que ele; não conseguiam acompanhar o seu raciocínio e nem compreender o que
ele havia visto.
E, por mais que ele tentasse descrever, menos ainda o seu povo conseguia
entender.
Passado algum tempo, ele viajou de novo. Queria descobrir uma maneira de
contar ao seu povo sobre as maravilhas do conhecimento - a arte da estrada,
a sabedoria por trás dos montes; e quando pensou ter encontrado a resposta,
voltou voando, para o seu norte, terra do seu povo, que tanto lhe fazia
falta.
Porém, ao chegar, percebeu que o seu povo estava muito mais devagar; suas
vozes eram tão pausadas e lentas que, a cada palavra que diziam, ele poderia
contar e recontar dez frases inteiras.
O menino entrou em pânico, pois percebeu que, quanto mais aprendia, mais
longe ficava do seu povo, e da sua cultura. Até que ele decidiu não mais
viajar, não mais conhecer o novo e, para sempre, permanecer com o seu povo.
E, ao ficar, ele foi voltando a falar devagar, e foi esquecendo-se dos
tantos conhecimentos que, outrora, havia procurado...
Até esquecer, completamente, que um dia havia partido e descoberto que, aquele povo feito de barro, tinha asas e podia voar...
- Por Frank -
Era uma vez, um menino que nasceu meio-cometa - meio rebelde, e quis correr
o mundo, para descobrir o que havia de verdade, além da lenda, além do mito,
e além do que estava escrito. E deixou o seu povo para trás...
Mas, prometeu voltar - e voltou.
E, quando voltou, descobriu que as pessoas do seu povo falavam mais devagar
que ele; não conseguiam acompanhar o seu raciocínio e nem compreender o que
ele havia visto.
E, por mais que ele tentasse descrever, menos ainda o seu povo conseguia
entender.
Passado algum tempo, ele viajou de novo. Queria descobrir uma maneira de
contar ao seu povo sobre as maravilhas do conhecimento - a arte da estrada,
a sabedoria por trás dos montes; e quando pensou ter encontrado a resposta,
voltou voando, para o seu norte, terra do seu povo, que tanto lhe fazia
falta.
Porém, ao chegar, percebeu que o seu povo estava muito mais devagar; suas
vozes eram tão pausadas e lentas que, a cada palavra que diziam, ele poderia
contar e recontar dez frases inteiras.
O menino entrou em pânico, pois percebeu que, quanto mais aprendia, mais
longe ficava do seu povo, e da sua cultura. Até que ele decidiu não mais
viajar, não mais conhecer o novo e, para sempre, permanecer com o seu povo.
E, ao ficar, ele foi voltando a falar devagar, e foi esquecendo-se dos
tantos conhecimentos que, outrora, havia procurado...
Até esquecer, completamente, que um dia havia partido e descoberto que, aquele povo feito de barro, tinha asas e podia voar...
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